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Após abandono do cigarro o cérebro volta a ter níveis normais de dopamina

pexels-photo-136878Um estudo recente publicado no Biological Psychiatry revelou que fumar diminui a produção de dopamina natural do cérebro, mas a quantidade do composto volta ao normal três meses após o abandono da dependência. A pesquisa foi feita por Lena Rademacher, da Universidade de Lubeck, na Alemanha, e faz parte de uma série de estudos que buscam entender os mecanismos da dependência química.

A dopamina é uma substância do grupo dos neurotransmissores que ajuda no tráfego de informações entre uma célula nervosa e outra. Cada um dos compostos envolvidos nessas trocas de mensagens entre os neurônios atua no transporte de informações específicas. No caso da dopamina, ela regula a comunicação relacionada a funções variadas como o aprendizado, emoções, prazer e controle dos movimentos.

O estudo feito por Rademacher revelou também que déficits na ação e quantidade do neurotransmissor são uma consequência do tabagismo crônico. Os resultados levantam a possibilidade de que tratamentos com base na normalização da dopamina possam ajudar na transição da dependência.

A análise inicial da pesquisa revelou uma redução entre 15% e 20% na capacidade de produção de dopamina em fumantes em comparação com não fumantes. Depois de três meses, metade dos tabagistas parou de fumar e os testes foram repetidos novamente. Resultado: os níveis de dopamina dos que abandonaram a nicotina voltaram ao normal.

Os pesquisadores esperavam que a deficiência da substância persistisse mesmo depois parar de fumar, o que poderia ser entendido como um marcador de vulnerabilidade para a dependência da nicotina. “Surpreendentemente, as alterações na capacidade de síntese de dopamina foram normalizadas depois da abstinência”, disse o pesquisador Ingo Vernaleken,professor na Universidade de Aschen, na Alemanha, que participou do estudo.

O papel da dopamina na vulnerabilidade para a dependência da nicotina não pode ser excluído, mas os resultados obtidos nesta pesquisa sugerem que a dopamina alterada de fumantes é uma consequência do consumo de nicotina e não a sua causa.

O estudo apontou também que os primeiros três meses após a pessoa parar de fumar podem ser um momento particularmente vulnerável para a recaída. Em parte, por causa da persistência dos déficits na produção do neurotransmissor dopamina. A esperança é que tratamentos visando justamente a dopamina possam ser úteis nessa fase.

Fonte: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2016/cerebro_volta_a_ter_niveis_normais_de_dopamina_apos_abandono_do_cigarro

Publicado por Isabele Assunção, psicóloga do TratBem.

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