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Tabagismo na gravidez

Fumar durante a gravidez não só prejudica a saúde da mãe, mas também pode causar danos irreversíveis ao feto. Agora, um estudo da Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS) sugere que há outro risco envolvido. Usando animais como modelo, o estudo confirmou vínculos entre o tabagismo materno e a deficiência física mais comum na infância: paralisia cerebral.

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A paralisia cerebral é uma lesão ou má formação do cérebro em desenvolvimento que atualmente afeta cerca de 34 mil australianos. A desordem é causada pelo aumento da morte celular em certas regiões do cérebro que regulam o movimento e a retenção de memória.

Muitas vezes, a causa exata da paralisia cerebral é desconhecida, embora possa ser provocada pela falta de oxigênio no cérebro em desenvolvimento.

O estudo afirma que quando uma mãe fuma durante a gravidez, ela pode estar privando seu feto do oxigênio necessário. O ato pode até levar a uma lesão que ocorre quando as células do cérebro estão com pouco sangue e oxigênio.

A morte celular resultante, que ocorre em regiões do cérebro responsáveis ​​pelo movimento e memória, parece muito com o padrão de morte celular observado na paralisia cerebral.

Em 2010, cerca de 12% das mulheres australianas fumaram durante algumas ou toda a gravidez. Os pesquisadores esperam que ao identificar o mecanismo subjacente, eles possam encontrar maneiras de melhorar os resultados neurológicos em bebês de mães que fumam. Obviamente, parar de fumar ao engravidar é o primeiro passo lógico.

“O que observamos até agora é que, para evitar danos ao bebê, as mães precisam desistir de fumar vários meses ou mesmo anos antes da gravidez, pois fumar afetará a qualidade de seus óvulos antes mesmo de serem fertilizados”, afirmou o pesquisador da UTS, Hui Chen.

O time de Chen, que inclui pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, do Instituto de Pesquisa Kolling, do Instituto Woolcock de Pesquisa Médica e da Universidade de Sydney, usou ratos como modelos para revelar o vínculo entre o tabagismo materno e o estresse oxidativo.

Suas descobertas revelam que filhotes com altos níveis de estresse oxidativo no cérebro são mais propensos a sofrer de distúrbios funcionais, como a paralisia cerebral.

Especificamente, os pesquisadores descobriram que os filhotes das mães que fumam têm membros mais fracos, são mais ansiosos e sua memória que limita a capacidade de aprender.

“O aumento do estresse oxidativo acontece principalmente porque as mitocôndrias são incapazes de produzir antioxidantes suficientes para eliminar produtos químicos tóxicos chamados de radicais livres, causando o acúmulo nocivo no cérebro de filhotes das mães expostas à fumaça de cigarro”, disse Chen.

Compreender o mecanismo por trás do estresse oxidativo levou a equipe a identificar algumas estratégias preventivas potenciais para mães já expostas à fumaça de cigarro. Por exemplo, os pesquisadores pensam que fornecer suplementos antioxidantes às mães durante a gravidez poderia ajudar a limpar produtos químicos tóxicos do sistema dos filhos.

Fonte: pesquisa foi publicada em Frontiers in Molecular Neuroscience.

Publicado por Isabele Assunção, psicóloga TratBem.

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