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“Bons e maus genes” levam a um menor ou maior risco de desenvolver DPOC

Você, provavelmente, já ouviu falar sobre um fumante que voltou do médico dizendo que “meus pulmões estão limpos como os de uma criança” ou algo do tipo. Isto realmente acontece e, ainda que seja muito raro, a ciência nunca soube explicar o motivo exato. Mas, em um estudo publicado ano passado, uma equipe de cientistas descobriu por que alguns poucos fumantes têm pulmões saudáveis, mesmo após um longo tempo de vida consumindo cigarro.

De acordo com os resultados de uma análise de dados de mais de 50.000 pessoas, mutações favoráveis no DNA de algumas pessoas melhora as funções pulmonares, o que disfarça os efeitos mortais do hábito de fumar.

Os cientistas do Conselho de Pesquisas Médicas, no Reino Unido, ao compararem fumantes e não-fumantes, bem como aqueles com e sem a doença, descobriram seções do nosso DNA que reduzem o risco de DPOC. Assim, os fumantes com “bons genes” tiveram um menor risco de DPOC do que aqueles com “maus genes”.shutterstock_325919195

A equipe descobriu seis variantes genéticas independentes associados com saúde do pulmão e DPOC. Os estudiosos também encontraram variações genéticas associadas à DPOC em pessoas que nunca fumaram. Um destes novos sinais é o primeiro exemplo de variação estrutural do genoma humano que afeta a saúde do pulmão.

A equipe descobriu que o número de cópias de sequência duplicada do genoma no cromossomo 17 foi associado com a saúde do pulmão em fumantes pesados e também em pessoas que nunca fumaram. Este e outros achados do estudo, apontam para possíveis efeitos generalizados sobre a regulação de genes e, por sua vez, sobre a produção de proteína.

Importantes para a prevenção de DPOC e outras doenças relacionadas com o tabagismo, cinco variantes genéticas independentes foram descobertas, que foram associadas ao tabagismo pesado.

Os autores dizem que estes resultados ajudarão a definir a predisposição para o desenvolvimento de DPOC e de comportamentos tabagistas. A plena compreensão dos mecanismos biológicos subjacentes a essas associações genéticas permitirá melhorar a compreensão da fisiopatologia da DPOC e dos hábitos tabágicos, potencialmente dando origem a novas estratégias terapêuticas para o tratamento da doença das vias aéreas e prevenção da dependência da nicotina.

Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/estudo-explica-por-que-alguns-fumantes-tem-pulmoes-limpos-17624558

Postado por: Nayara Nogueira – Psicóloga TratBem.

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